sexta-feira, 11 de novembro de 2011

CNH brasileira ou primeira carta de motorista

Meu tio Alberto foi o responsável por minha chegada no Brasil e responsável também por eu ser menor de idade por isso os papeis eram todos assinados por ele e logo ganhei minha primeira identidade brasileira a modelo 19 que guardo até hoje com muito orgulho e enquanto aguardava meus 18 anos a fazer em Outubro de 59 fui trabalhando como auxiliar de mecânica na oficina do Sr Joaquim amigo e mecânico do carro de meu tio um Chevrolet 41 onde praticava a direção para tirar a carteira assim que completasse meus dezoito anos.Meus três anos de aprendizado com meu tio Pinto em Portugal fizeram a diferença pois com pouco tempo seu Joaquim (boa praça e português também)me promoveu  entregando um chicote eletrico para confecçionar e instalar num mini Standard Vanguard que mesmo sem muita certeza eu aceitei o primeiro desafio,errei por pouco,esqueci o fio do marcador de combustível corrigi e tive meu primeiro podiun,pequeno mas de futuro,mas aí meu tio tinha outros planos e pediu ao amigo Joaquim minha dispensa pra eu reformar e montar o Chevrolet que tinha pintado na oficina de outro português mas na mesma rua lá em Bonsucesso,e lá vou eu para um novo desafio entre pestanas e forros de porta eu terminei minha tarefa mas o dono da oficina quis que ficasse por lá algum tempo pois reformavam lotação e tinham muito serviço ajudava a trocar laterais rebitadas  e serviços mecânicos, nisso as aulas de direção continuaram pois meu tio tinha mais planos e assim que tirei carteira e já em andamento a carteira de trabalho sai da oficina e foi acompanhar as entregas da empresa dele de produtos básicos de farmácia em todo a Guanabara e parte do estado do Rio 59/60 e não voltei pra oficina do Sr Joaquim um mestre e amigo, especialista em hidramatico.Minha estreia como motorista da Fornecedora de Rolhas LTD foi razoável mas antes eu fiz umas entregas com meu tio em copacabana e ele me ensinou umas mutretas e uma delas é que era difícil encontra espaço permitido para parar então ele abria o capot do carro pra simular avaria e não ser multado,malandragem de carioca. Minhas primeiras avarias-motor batido na saída do túnel de copacabana,um farol na traseira d´um lotação um radiador na traseira de uma caçamba porque não sai de cima dos trilhos do bonde em dia de chuva fora isso foi ótimo, namoradas, conhecimento, mas poucos amigos e muita saudade.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Um novo começo/ destino Brasil

Embarquei em Lisboa no navio "Corrientes"(caravela para os íntimos)aos 29 de Junho de 1959(uma segunda feira) sob os olhares de meu pai já em lágrimas,eu apenas com 17 anos(me livrei da tropa)e primogênito estava difícil esta separação.Com11 dias de Atlântico enfim Brasil,tão falado Brasil,mas a primeira impressão ainda no navio foi desoladora pois entrei na baía da Guanabara pelo lado direito da embarcação e tinha como cenário a cidade de Niteroi que naquela época tinha poucos prédios então achei que tinha sido enganado,mas ao contornar o convés o susto foi grande,arranha céus aos montes guindastes pra todo lado,assustador mas voltei atraz com minha primeira opinião.Sexta feira 10 de julho de 1959